quinta-feira, 20 de abril de 2017

Temperatura Corpórea

Temperatura Corpórea



Todos os processos que ocorrem em um organismo para manter seu funcionamento necessitam de uma temperatura adequada. Isso se deve ao fato de tais processos envolverem proteínas, enzimas, reações químicas e físicas que ocorrem mais rapidamente ou de forma muito lenta de acordo com a temperatura do meio em que se encontram. Por exemplo, se a temperatura baixar muito as reações ficam lentas e podem ate cessar parando a função corporal. Por outro lado, temperaturas elevadas podem desnaturar proteínas comprometendo a integridade do organismo.

A temperatura corporal normal em seres humanos, também denominada normotermia ou eutermia, depende de alguns pontos como o local do corpo, a hora do dia e o nível de atividade corporal.

A temperatura central praticamente não altera, permanecendo quase sempre constante, variando mais ou menos 0,6° C, mesmo quando o organismo está exposto a grandes variações de frio ou calor, devido ao aparelho termorregulador.

A temperatura corporal segue um ritmo circadiano, apresentando o seu pico mais elevado durante o anoitecer, entre as 18 e 22 horas, e sua maior baixa no começo da manhã, entre 2 e 4 horas.

Em determinadas circunstâncias, os valores térmicos sobem, como durante as refeições, prática de exercícios intensos, gravidez ou ovulação.

A temperatura corporal é mantida por meio do equilíbrio entre a produção de calor, gerada pela combustão alimentar, fígado e músculos, e a perda calórica.

O calor produzido no interior do corpo alcança a superfície corporal por meio de vasos sanguíneos que originam o plexo vascular subcutâneo; todavia, pouco calor se dissipa para a superfície, devido ao efeito isolante proporcionado pela presença do tecido adiposo.

Para a pele, o fluxo sanguíneo constitui até 30% do débito cardíaco total. A condução de calor para a pele é comandada pelo nível de constrição das arteríolas e das anastomoses arteriovenosas, controlada pelo sistema nervoso simpático, e quando alcança à superfície, o calor é transmitido do sangue para o exterior, em proporções decrescentes, por meio de irradiação, evaporação, convecção e condução, respectivamente.

Os estímulos que alcançam os receptores periféricos são levados ao hipotálamo posterior, local onde são integrados com os sinais dos receptores pré-ópticos para calor, resultando em impulsos eferentes objetivando produzir ou manter o calor, o que acarreta uma vasoconstrição dos vasos da pele, piloereção, síntese de hormônios e tremores musculares; ou perder calor, por meio de estimulação de glândulas sudoríparas e vasodilatação dos vasos cutâneos.

Ainda existem discordâncias sobre o local ideal para mensurar a temperatura corporal. Pode ser axilar, bucal, timpânico, esofágico, nasofaringeano, vesical e retal. Os locais habitualmente mensurados são:
  • Axilar: temperatura normal encontra-se entre 35,5 a 37,0° C, com média de 36,0 a 36,5° C. 
  • Bucal: temperatura normal encontra-se entre 36,0 a 37,4° C. 
  • Retal: temperatura normal encontra-se entre 36,0 a 37,5°. 
Em uma situação normal, os sensores térmicos observam variações da temperatura do corpo central e cutânea, transmitindo ao centro integrado. Este, por sua vez, gera respostas que têm por objetivo conservar ou dissipar calor. Alguma ruptura nesse equilíbrio fisiológico, ou danos estruturais a qualquer um desses níveis podem levar à perda da capacidade de regulação térmica, como ocorre na febre, hipertermia e hipotermia.

Fatores que afetam a temperatura


Muitos fatores afetam a temperatura corporal. Alterações da temperatura corpórea, dentro de um limite de variação aceitável, ocorrem quando mecanismos fisiológicos ou comportamentais alteram a relação entre a produção e a perda de calor. Esteja atento para esses fatores quando for acessar as variações de temperatura e avaliar os desvios da situação normal.
Idade: Ao nascimento, o recém-nascido deixa um ambiente relativamente constante e aquecido e entra em outro onde a temperatura flutua amplamente. Seus mecanismos de controle da temperatura são imaturos. A temperatura no corpo de um bebê responde drasticamente às mudanças ambientais. Tome cuidados extras para proteger um recém-nascido das temperaturas do meio ambiente. As roupas devem ser adequadas e o bebê não deve ser exposto a temperaturas extremas. Um recém-nascido perde até 30% do calor corpóreo através da cabeça e por isso precisa usar um capuz para prevenir a perda de calor. Quando protegido dos extremos ambientais, a temperatura corporal de um recém-nascido usualmente fica entre 35,5°C e 37,5°C (95,9° e 99,5°F).A regulação da temperatura é instável até a criança alcançar a puberdade. A variação normal de temperatura declina gradualmente conforme o indivíduo se aproxima da idade adulta. Um idoso apresenta uma variação mais estreita das temperaturas corporais do que uma pessoa adulta mais jovem. Temperaturas orais de 35°C (95°F) não são comuns para idosos quando o tempo está frio. Entretanto, neles a temperatura média corpórea é de aproximadamente 36°C (96,8°F). Idosos são particularmente sensíveis a temperaturas extremas devido à deteriorização de seus mecanismos de controle, principalmente um controle vasomotor fraco (controle da vasoconstrição e da vasodilatação), quantidades reduzidas de tecido subcutâneo, atividade da glândula sudorípara diminuída e queda do metabolismo.
Exercício: A atividade muscular requer um suprimento sanguíneo maior e uma quebra maior de carboidratos e de gordura. Qualquer forma de exercício aumenta o metabolismo e irá aumentar também a produção de calor, aumentando a temperatura corporal. Um exercício extenuante prolongado, como a corrida de longa distância, aumenta temporariamente a temperatura corpórea até 41°C (105,8°F). 

Nível Hormonal: As mulheres geralmente sofrem flutuações maiores da temperatura corporal que os homens. Essas variações são causadas por variações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual. Os níveis de progesterona sobem e descem ciclicamente durante o ciclo menstrual. Quando os níveis de progesterona estão baixos, a temperatura corporal fica poucos décimos de grau abaixo do nível basal. A temperatura mais baixa persiste até que ocorra a ovulação. Durante a ovulação, quantidades maiores de progesterona entram na circulação sanguínea e elevam a temperatura corporal aos níveis basais ou a níveis mais altos. Essas variações de temperatura ajudam a prever o momento mais fértil e, portanto, mais propício para engravidar.Mudanças na temperatura corporal também ocorrem nas mulheres durante a menopausa (fim permanente da menstruação). Mulheres que pararam de menstruar muitas vezes experimentam períodos de intenso aquecimento corpóreo e transpiração que duram de 30 segundos a 5 minutos. Durante esses períodos, ocorrem aumentos intermitentes da temperatura da pele de até 4°C (7,2°F), referidos como fogachos. Isso é devido à instabilidade dos controles vasomotores para vasodilatação e vasoconstrição.
Ritmo Circadiano: A temperatura do corpo normalmente sofre alterações de 0,5°C a 1°C (0,9° a 1,8°F) durante um período de 24 horas. Entretanto, a temperatura é um dos ritmos mais estáveis no corpo humano. A temperatura usualmente é menor entre 1 e 4 horas da madrugada. Durante o dia, a temperatura aumenta regularmente, até alcançar um valor máximo em torno das 18 horas, e então declina aos níveis observados pela manhã. Os padrões de temperatura não são automaticamente revertidos nas pessoas que trabalham à noite e dormem durante o dia. Leva de 1 a 3 semanas para que o ciclo seja revertido. Em geral, o ritmo circadiano da temperatura não muda com a idade.
Estresse: O estresse físico e emocional aumenta a temperatura do corpo através da estimulação hormonal e neural. Essas alterações fisiológicas aumentam o metabolismo, o qual aumenta a produção de calor. O cliente que fica ansioso quando entra em um hospital ou vai ao serviço do prestador de cuidado da saúde muitas vezes apresenta uma temperatura acima do normal.
Ambiente: O ambiente influencia a temperatura do corpo. Quando um cliente fica em um quarto aquecido, pode se tornar incapaz de regular a temperatura através de mecanismos de perda de calor, e a temperatura corpórea pode elevar-se. Se o cliente estava em um ambiente frio e sem agasalho, a temperatura do corpo pode baixar devido à extensiva perda de calor por irradiação e condução. As temperaturas ambientais afetam lactentes e idosos mais frequentemente porque seus mecanismos de regulação da temperatura são menos eficientes.
Alterações da Temperatura: Alterações da temperatura do corpo fora da variação usual afetam o ponto de ajuste hipotalâmico. Essas alterações estão relacionadas com o excesso de produção de calor, perda excessiva de calor, produção mínima de calor, perda mínima de calor ou qualquer combinação dessas alterações. A natureza das alterações afeta o tipo de problemas clínicos que um cliente pode ter.

Febre

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A febre é um sintoma médico que descreve uma temperatura corporal elevada para níveis acima do normal. A febre é mais precisamente caracterizada pela elevação temporária do ponto termo-regulatório, geralmente entre 1–2°C.

Febre difere de hipertermia, na qual a elevação da temperatura corporal está acima do ponto termo-regulatório (devido à produção de calor, termo-regulação insuficiente, ou ambos). A pessoa que está desenvolvendo febre tem sensação de frio, elevação na freqüência cardíaca, e pode ter calafrios. A febre é um dos mecanismos do organismo para neutralizar a ameaça dentro do corpo de bactérias ou vírus.

Quando um paciente tem suspeita de febre, sua temperatura corporal é medida com termômetro. Febre está presente se:
  • temperatura no ânus ou dentro do ouvido for maior que 38,0°C,
  • temperatura na boca é maior que 37,5°C,
  • temperatura abaixo na axila maior que 37,2°C.
Entretanto, há muitas variações na temperatura corporal normal, e ela flutua durante o dia. Isso precisa ser considerado quando medir a febre. Em mulheres a temperatura varia de acordo com o ponto do ciclo menstrual. A temperatura corporal também é maior depois da refeições.

Tipos de febre

A febre de um modo geral é classificada por conveniência como:
  • febre baixa: 38–39° C,
  • febre moderada: 39–40° C,
  • febre alta: 40-42° C,
  • hiperpirexia: >42° C. A hiperpirexia é uma emergência médica porque se aproxima do limite máximo compatível com a vida humana.
Causas da Febre

A febre é um sintoma comum de muitas condições médicas, como:

Utilidade da Febre

Teoricamente a febre pode ajudar as defesas do organismo. Há algumas importantes reações imunológicas que são aceleradas pela temperatura e alguns patógenos podem ser prejudicados pela temperatura mais elevada. De um modo geral, conclui-se que tanto o controle muito agressivo da febre, quanto pouco controle sobre ela, podem ser prejudiciais.

Estudos mostraram que febre tem importantes funções no processo de cura como:

  • aumentar a mobilidade dos leucócitos,
  • elevar a eficiência dos leucócitos,
  • diminuir os efeitos das endotoxinas,
  • elevar a proliferação das células T,
  • elevar a atividade da interferona.
Tratamento da Febre

A febre não precisa necessariamente ser tratada. Febre é um sinal de que há algo errado no organismo, e pode ser usada como acompanhamento. Além disso, nem todas a febres têm origem infecciosa. Pacientes com febre são orientados a manter-se adequadamente hidratados, uma vez que a desidratação produzida por uma febre moderada é mais perigosa de que a febre em si. Recomenda-se usar isotônicos para a hidratação.

A maioria das pessoas toma medicamentos para baixar a febre devido ao desconforto que ela provoca. A febre eleva o batimento cardíaco e metabolismo, desta forma colocando estresse adicional sobre pacientes idosos, cardíacos, etc. Assim, os benefícios potenciais da febre devem ser pesados contra os riscos nesses pacientes. Em qualquer caso, a febre deve ser controlada se aproximar dos níveis de hiperpirexia (42° C) e danos aos tecidos são iminentes.

Hipertermia

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A hipertermia é uma condição aguda que ocorre quando o corpo produz ou absorve mais calor do que pode dissipar. Isso geralmente é causado por exposição prolongada a altas temperaturas. Os mecanismos de controle de temperatura do corpo ficam sobrecarregados fazendo com a temperatura corporal suba sem controle.

Hipertermia de 40 °C ou mais é uma emergência médica que pode ser fatal. Sintomas comuns incluem dor de cabeça, confusão, e fadiga. Se a transpiração resultou em desidratação, então a pessoa afetada pode ter pele seca e vermelha.

O tratamento da hipertermia envolve resfriar e hidratar o corpo. Isso pode ser feito removendo a pessoa da luz direta do sol para um local mais fresco, beber água, remover a roupa, ou sentar em frente a um ventilador. Banhar em água fresca, ou até lavar a face ou outras áreas expostas do corpo, pode ajudar.

Na febre, o corpo eleva a temperatura através da parte do cérebro que controla a temperatura corporal. Já na hipertermia, a temperatura corporal é elevada sem o consentimento dos centros de controle do calor.

Insolação

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O que é insolação

A insolação acontece quando o organismo fica incapacitado de controlar sua temperatura. Quando a pessoa tem insolação, sua temperatura corporal aumenta rapidamente, o mecanismo de transpiração falha e o corpo fica incapacitado de se resfriar.

A temperatura corporal de uma pessoa com insolação pode subir até 41 graus, ou mais, em 10 a 15 minutos. Insolação pode causar morte ou incapacitação permanente se o tratamento de emergência não for providenciado.

O que pode acontecer quando a pessoa é submetida ao intenso calor

Pessoas podem sofrer de problemas de saúde relacionados ao calor quando o sistema de controle de temperatura do corpo é sobrecarregado. O corpo geralmente se resfria com a transpiração. Porém, em algumas circunstâncias, somente a transpiração não é suficiente. Nesses casos, a temperatura corporal da pessoa pode subir rapidamente.

Temperaturas corporais muito altas podem danificar o cérebro e outro órgão vitais.

Vários fatores afetam a capacidade do organismo de se resfriar durante o calor forte. Quando a umidade está alta o suor não evapora tão rápido, o que impede que o corpo libere calor mais rapidamente. Outras condições que podem limitar a capacidade de regular a temperatura incluem idade muito nova (0-4 anos), obesidade, febre, desidratação, doenças cardíacas, circulação ruim, queimaduras solares e uso de alguns remédios e álcool.

Sinais de insolação

Os sinais de alerta de insolação variam, mas podem incluir:
  • Temperatura corporal muito alta (acima de 39,5 graus). 
  • Pele vermelha, quente e seca (sem suor). 
  • Pulsação rápida e forte. 
  • Dor de cabeça latejante. 
  • Tonteira. 
  • Náusea. 
  • Confusão. 
  • Inconsciência. 

O que deve-se fazer ao notar alguém com sinais de insolação

Caso perceba que alguém apresenta sinais de insolação, providencie alguma pessoa para chamar pelo atendimento médico de emergência enquanto você resfria a vítima.

Faça o seguinte:

  • Leve a vítima de insolação para um lugar com sombra. 
  • Resfrie a vítima rapidamente, através de qualquer método disponível. Por exemplo, coloque a pessoa numa banheira com água fria ou sob ducha gelada. 
  • Monitore a temperatura corporal da pessoa e continue seus esforços para resfriá-la até que ela esfrie para abaixo de 39 graus. 
  • Se o atendimento médico de emergência demorar ligue para o hospital para receber mais instruções. 
  • Não dê bebida alcoólica para a vítima. 
  • Obtenha assistência médica o mais rápido possível. 

Hipotermia

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A Hipotermia é uma condição médica na qual a temperatura corporal da vítima baixou significativamente abaixo do normal e seu metabolismo começou a ser prejudicado. Isso ocorre quando a temperatura corporal fica abaixo do 35 graus Celsius. Se a temperatura corporal ficar abaixo de 32 graus Celsius a condição pode ficar crítica e até fatal. Temperaturas abaixo de 27 graus são quase sempre fatais, embora pessoas tenham sobrevivido com temperatura de 14 graus. Por razões desconhecidas, em casos raros, pessoas que ficam criticamente inconscientes e aparentemente mortas em águas muito frias são ressuscitadas, ainda que fosse esperada a morte por afogamento ou hipotermia.

Tipos de hipotermia

Há três tipos de hipotermia: aguda, subaguda e crônica.

  • Hipotermia aguda é a mais perigosa; a temperatura corporal cai muito rapidamente, geralmente em segundos ou minutos, como quando a vítima cai em um lago coberto por gelo. 
  • Hipotermia subaguda ocorre em escala de horas, mais comumente por permanecer em ambiente frio por muito tempo. 
  • Hipotermia crônica é tipicamente causada por alguma enfermidade. 

Tratamento da hipotermia

O tratamento da hipotermia envolve aumentar a temperatura corporal da vítima. Porém, os primeiros socorres a alguém com hipotermia devem ser feitos com cuidado.

  • Não massageie ou esfregue a vítima. 
  • Não dê álcool. 
  • Não trate qualquer ulceração causada pelo frio. 
  • Não deixe que o corpo fique na vertical. 

Qualquer uma dessas ações irá desviar o sangue dos órgãos internos críticos e agravarão a situação.

O que você deve fazer:

  • Chame os serviços de emergência. 
  • Leve a vítima a um abrigo. 
  • Se possível, coloque a pessoa de roupas numa banheira com temperatura média. 
  • Coloque garrafas de água quente enroladas em meias de algodão nas axilas e as pernas da vítima. 
  • Dê comida e bebida quente. 
  • Monitore a vítima e esteja preparado para a ressuscitação cardio-pulmonária. 
  • Remova a roupa molhada somente se tiver outra para colocar no seu lugar. 
Se a hipotermia ficou severa, notavelmente se a pessoas está incoerente ou inconsciente, reaquecimento deve ser feito sob circunstâncias estritamente controladas em um hospital. Leigos devem apenas remover a vítima do ambiente gelado, dar bebida quente (não muito quente porque poderia ocasionar choque de temperatura) e levar a pessoa para o cuidado médico o mais rápido possível. Na hipotermia o reaquecimento rápido pode causar arritmia cardíaca.

Temperatura Corporal Basal


A temperatura corporal basal é a menor temperatura que ocorre durante descanso (geralmente durante o sono). Ela geralmente é medida imediatamente depois de acordar e antes de fazer qualquer coisa. Nas mulheres a temperatura basal difere nos vários pontos do ciclo menstrual e pode ser usada para planejamento familiar.

Medição da Temperatura

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A única maneira de ter certeza de que uma pessoa está com febre é medir sua temperatura com um termômetro, de preferência eletrônico. A maneira mais usual de aferi-la é colocar o bulbo do termômetro nas dobras das axilas e só retirar depois de cinco minutos para fazer a leitura.

Diagnóstico

A maioria dos quadros febris é provocada por doenças infecciosas comuns e de curta duração. No entanto, como a febre pode também ser um dos sintomas de várias enfermidades diferentes, é indispensável estabelecer o diagnóstico diferencial para orientar a conduta terapêutica.

Em todos os quadros febris, é muito importante medir a temperatura três ou quatro vezes por dia e anotar os valores e horários correspondentes. Saber se os picos febris são altos ou baixos e em que horário se manifestam ajuda a identificar as enfermidades que possam estar envolvidas e a estabelecer o diagnóstico.


Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/temperatura-corporal.html

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Administração de Medicação Via Subcutânea

Administração de Medicação Via Subcutânea

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Esta via consiste na administração de medicamento na hipoderme, conhecido também como tecido subcutâneo, através da pele.
É indicada para administração de hormônios (insulina, adrenalina), vacinas e anticoagulantes e outras soluções aquosas e suspensões não irritantes
Tem como característica uma absorção mais rápida para a corrente sangüínea do que por via oral e mais lenta quando comparada a via muscular devido sua absorção pelos capilares sanguíneos
Provoca um mínimo traumatismo tecidual e comporta um pequeno risco de atingir vasos sanguíneos de grande calibre e nervos sendo assim pouco dolorosas.

Indicação 


Absorção lenta

Efeito prolongado

Locais de Aplicação


É importante alternar os locais de injecção, para evitar as reações no local da injecção.


Face externa do braço

Região escapular

Região abdominal

Nádegas

Face externa da coxa


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Ângulo da Agulha



Indivíduos magros: 30°

Indivíduos normais: 45°

Indivíduos gordos: 90°

Volume Maximo

2 ml


Complicações



Infecções

Abscessos

Embolias

Lesão de nervos

Necrose tecidual

Fenômeno de Arthus: formação de nódulos com pontos de necrose (repetição de local de aplicação)

Tecido fibrotico: por volume excessivo, administração rápida e falta de rodízio.


Veja a tecnica de aplicação neste video no Youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=QiAf8Ntd_RA

Exercícios para estimular o aprendizado no calculo de medicações

1 – Transformar unidade em ml:
35 U
80 U
45 U
70 U
68 U
55 U
120 U
300 U
36 U
150 U
40 U
20 U

2 – Transformar ml em unidade:
1,2 ml
1,3 ml
0,2 ml
0,4 ml
0,65 ml
2,36 ml
1,72 ml
0,88 ml
0,45 ml
0,66 ml
0,55 ml
1,90 ml

3 – PM: Insulina NPH 30 U SC
Temos insulina 100 U/ml e seringas de 3 ml.
Quantos ml administrar? (0,3)

4 – PM: Insulina NPH 60 U SC
Temos insulina 100 U/ml e seringas de 3 ml.
Quantos ml administrar? (0,6)

5 – PM: Insulina NPH 50 U SC
Temos insulina 100 U/ml e seringas de 3 ml.
Quantos ml administrar? (0,5)



6 – PM: Heparina 600 U SC.
Temos Heparina 5.000 UI/0,25 ml
Quantos ml fazer? (0,03)

7 – PM: Liquemine 1000 U SC.
Temos Liquemine 5.000 UI/0,25 ml
Quantos ml fazer? (0,05)

8 – PM: Heparina 10.000 U SC.
Temos Heparina 5.000 UI/0,25 ml
Quantos ml fazer? (0,5)

9 – PM: Heparina 5.000 U SC.
Temos Heparina 25.000 UI/5 ml
Quantos ml fazer? (1,0ml)

10 – PM: Heparina 2.000 U SC.
Temos Heparina 25.000 UI/5 ml
Quantos ml fazer? (0,2 ml)

Administração de Medicações II - Orientações Gerais

Orientações Gerais - Administração de Medicações

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A administração de medicamentos é uma pratica comum realizada em varias instituições de saude pelos membros da equipe de enfermagem e envolve aspectos eticos e legais.
Em relação a esta tecnica o profissinal envolvido requer conhecimentos de farmacologia e terapêutica médica no que diz respeito a ação, dose, efeitos colaterais, métodos e precauções na administração de drogas.

REGRAS GERAIS 


1. Todo medicamento deve ser prescrito pelo médico.
2. A prescrição deve ser escrita e assinada. Somente em caso de emrgência, a enfermagem pode atender prescrição verbal, que deverá ser transcrita pelo médico logo que possível.
3. Nunca administrar medicamento sem rótulo.
4. Verificar data de validade do medicamento.
5. Não administrar medicamentos preparados por outras pessoas.
6. Interar-se sobre as diversas drogas, para conhecer cuidados específicos e efeitos colaterais.
    - melhor horário;
    - diluição formas, tempo de validade;
    - ingestão com água, leite, sucos;
    - antes, durante ou após as refeições ou em jejum;
    - incompatibilidade ou não de mistura de drogas;
7. Tendo dúvida sobre o medicamento, não administra-lo.
8. Manter controle rigoroso sobre medicamentos disponíveis.
9. Alguns medicamentos, como antibióticos, vitaminas e sulfas, precisam ser guardados corretamente, pois se alteram na presença da luz, do ar ou do calor.


CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS


- Ao preparar a bandeja de medicamentos, não conversar.
- Ter sempre à frente, enquanto prepara o medicamento, o cartão do medicamento ou a prescrição médica.
- Não tocar com a mão em comprimidos, cápsulas, drágeas, pastilhas.
- Esclarecer dúvidas existentes antes de administrar o medicamento.
- Identificar o paciente antes de administrar o medicamento, solicitando nome completo e certificando-se da exatidão do mesmo, pelo cartão de medicamento ou prontuário.
- Só cancelar a medicação após administrá-la, rubricando ao lado.
- Quando o medicamento deixar de ser administrado por estar em falta, por recusado paciente, jejum, esquecimento, ou erro, fazer a anotação no relatório.
- Fazer anotações cuidadosas sobre efeitos dos medicamentos ou queixas do paciente.
- Para uma medida perfeita, ao despejar o medicamento no copo graduado, levantá-lo à altura dos olhos.
- Ter sempre o cuidado de limpar com gaze a boca dos vidros de medicamentos, antes de guardá-los.
- Ao colocar o medicamento no copo, manter o rótulo do frasco voltado para a mão, a fim de não sujá-lo.
- Se faltar medicamentos, tomar providências imediatas, seguindo normas e rotinas do serviço.
- Certificar-se sobre as ordens de controle hídrico, dietas, jejum, suspensão de medicamentos antes de prepará-los.

É de grande utilidade seguir o roteiro para a correta administração de medicamentos elaborada por Du Gas:

O cliente tem alguma alergia?
Que medicamentos foram prescritos?
Por que está recebendo esses medicamentos?
Que informações devem ser dadas pela enfermagem, em relação ao efeito desses medicamentos sobre o cliente?
Existem cuidados de enfermagem específicos devido à ação das drogas contidas nestes medicamentos?
Como devem ser administrados os medicamentos?
Que precauções devem ser tomadas na administração de tais medicamentos? Existem precauções especiais que devem ser tomadas por causa da idade, condição física ou estado mental do paciente?
 Alguns dos medicamentos exigem medidas acautelatórias especiais na administração?
O paciente precisa aprender alguma coisa com relação à sua terapia médica?
O paciente ou sua família necessita de conhecimento ou habilidades específicaspara continuar a terapia em casa?


CUIDADOS NA DILUIÇÃO 


- Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte, devem ser diluídas, caso não haja contra-indicação.
- Normalmente, não é aconselhavel misturar medicamentos líquidos. Poderá ocorrer uma reação química, resultando em precipitado.
- Água fresca deve ser usada para aumentar o paladar, se não houver contra-indicação.
- Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto, que pode ser melhorado, dissolvendo-se o medicamento em suco de frutas ou acrescentando açúcares, se não houver contra-indicação.
- Medicamentos amargos podem ser diluídos na água. Diminui-se o amargor colocando-se gelo na boca antes e depois da medicação.
- Xaropes devem ser administrados puros.
- Salicilatos, digital, corticóides, irritam a mucosa gástrica e podem produzir náuseas e vômitos. Devem ser servidos com leite, e durante as refeições.
- O gosto do iodeto de potássio e solução de lugol pode ser amenizado diluindo-os em suco de uva ou laranja.
-O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja ou de limão, café ou chá. Gelo também desestimula as papilas gustativas. É bom tomar com substâncias efervescentes e geladas (coca-cola, guaraná).
- Antibióticos, de modo geral, devem ser tomados com água (nunca com leite) e com estômago vazio.


CUIDADOS EM RELAÇÃO AO REGISTRO DOS MEDICAMENTOS


A fim de evitar acidentes, desperdícios, roubos e uso abusivo, os medicamentos devem ser guardados em lugar apropriado e controlados.
Deve existir uma relação do estoque disponível, e dependendo da utilização um controle de saída diária, semanal ou mensal.
As saídas podem ser controladas pelo receituário, folha de prescrição ou relatório de enfermagem. O importante é que exista um sistema de controle.
O cancelamento no local apropriado (relatório, ficha ou prontuário) deve ser feito logo após a aplicação.
Sendo as anotações de enfermagem um documento oficial, é de grande importância que o cuidados seja assinado ou rubricado por quem fez.

Estas duas dicas a seguir minimizam os erros durante o preparo e administração da medicação:


Cinco Certos da Medicação:


• Medicamento certo
• Via certa
• Hora certa
• Paciente certo
• Dose certa

Três leituras certas da Medicação:

Confira o rotulo:
• Ao retirar a medicação do armário ou do carrinho
• Ao aspirar à medicação do frasco
• Ao guardar ou desprezar o frasco

Apesar do uso de siglas não ser recomendado, no nosso dia a dia profissional nos deparamos com algumas delas:

EV – endovenoso
SC – Subcutânea
IM – Intramuscular
VO – Via Oral
ID – Intradermica
VR – Via Retal
VV – Via Vaginal
S/N – se necessário
ACM – A critério medico
PM – Prescrição medica
S.G. – Soro Glicosado.
S.F. – Soro Fisiológico.
S.G.F. – Soro Glicofisiologico.
G – gramas
MG – miligramas
U – Unidades
UI – unidades internacionais
Gts – gotas
Mgts – microgotas
A.D. – Água Destilada

Seringas e Agulhas

Seringas e Agulhas

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As seringas e agulhas são amplamente utilizadas na rotina de trabalho da equipe de enfermagem.
Para evitarmos erros na sua utilização, assim como a minimização de custos, devemos ter um completo conhecimento do seu material, suas partes e as suas devidas indicações.
São diversos os modelos e tamanhos encontrados no mercado nacional e mundial, procurei destacar aqui as mais utilizadas.

Seringas


Formada pelo embolo, cilindro ou corpo e bico

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Graduação das Seringas:

Seringas de 20 ml: escala de 1 ml
Seringas de 10 ml: escalas de 0,2 ml
Seringas de 5 ml: escalas de 0,2 ml
Seringas de 3 ml: escalas de 0,1 ml
Seringas de 1 ml: escalas de 0,1 ml, 2 U, 1 U.


Vias de utilização das Seringas


ID: seringas de 1 e 3 ml
SC: seringas de 1 e 3 ml
IM: seringas de 3 e 5 ml
EV: seringas de 10 ou 20 ml

Atenção
1 ml = 1 cm³ = 1 CC
1 U = 0,01 ml


Agulhas


Formada pelo canhão, haste e bisel

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Tipos de Agulhas e utilizações

40 x 12 – aspiração e preparo de medicações
30 x 7 – aplicação EV paciente adulto
25 x 7 – aplicação EV paciente adulto
30 x 8 – aplicação IM paciente adulto
25 x 8 – aplicação IM paciente adulto
20 x 5,5 - aplicação IM crianças
13 x 4,5 – aplicação ID e SC

Carrinho de Parada Cardiorespiratoria

O Carrinho de Parada Cardiorespiratoria

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Parada cardiorrespiratória (PCR) é definida como a cessação das atividades respiratória e circulatória efetivas. A reanimação cardiorrespiratória (RCR) constitui um conjunto de intervenções que objetiva restabelecer a circulação efetiva e a oxigenação tissular.
Os profissionais de saúde devem estar preparados para atender, de forma sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Devem impor o atendimento imediato, com objetivo de evitar anóxia cerebral e hipóxia, visto que o limite para que não cause uma lesão no cérebro é de três minutos sem oxigênio, causando a partir deste uma isquemia e danos imprevisíveis.
Usado em Emergência o Carro de Parada é um armário que contém os equipamentos usados médicos e enfermeiros, quando acontece uma parada cardiopulmonar (PCR) onde vai exigir procedimentos de socorro imediatos. Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a nomenclatura mais apropriada é Carrinho de Emergência.
Para que isso ocorra, o treinamento da equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de forma imediata.
Neste Carrinho de Emergência devem conter: material de proteção, monitor e desfibrilador, tábua de parada, equipamentos de fibra ótica, equipamentos de laringoscopia, tubos endotraqueais (TET) ou tubos orotraqueais (TOT), vias aéreas, equipamento de intubação, equipamento de aspiração, equipamento de anestesia tópica, equipamentos de ventilação transtraqueal e outros.
Cabe ao enfermeiro de preferência um diarista a responsabilidade da conferência e reposição do Carrinho de Emergência, esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.


1. CUIDADOS COM O CARRINHO DE EMERGÊNCIA


Alguns cuidados a serem observados para a sua utilização:

a) Estar sempre organizado de forma ordenada, e toda equipe deve estar familiarizada onde esta guardado cada material;
b) Gavetas chaveadas são contra-indicadas, com exceção á guarda dos psicotrópicos;
c) Os critérios para identificação podem ser: ordem alfabética, ordem numérica crescente, padronização por cores contrastantes;
d) O excesso de materiais que dificultem a localização devem ser retirados;
e) O local onde se encontra o carro de parada deve ser de fácil acesso, não conter obstáculos que dificultem sua remoção e deslocamento.
f) Junto ao carrinho deve permanecer a tábua de reanimação;
g) Deve ser revisado diariamente e após cada uso.

1.1 Rotinas para Controle do Carrinho de Emergência

Para que não ocorra perda de tempo para a equipe e conseqüente dano ao paciente, os materiais e equipamentos devem estar preparados. Este preparo consiste em suprir constantemente os equipamentos e materiais indispensáveis em quantidades suficientes a qualquer momento e contando com uma rotina de reposição dos materiais e drogas utilizados, bem como testar os equipamentos a cada atendimento realizado, considerando que as emergências acontecem de forma imprevisível e muitas vezes, simultaneamente.
Todo o material de consumo deverá estar discriminado e quantificado em uma lista, facilitando o trabalho da pessoa responsável pela revisão e evitando a colocação de material insuficiente ou excessivo, o que igualmente dificultaria o atendimento.
A rotina de reposição e manutenção também deve listar os pontos importantes a serem checados no início de cada plantão e após cada atendimento, tais como: verificar o perfeito funcionamento do ventilador mecânico, do desfibrilador, do aspirador, do laringoscópio, do ambú e demais equipamentos. A equipe deve reconhecer a importância em se utilizar esses materiais de forma exclusiva e criteriosa, não permitindo afetar no trabalho realizado.

2. MATERIAIS QUE DEVE CONTER O CARRINHO DE EMERGÊNCIA


Para que tenhamos uma agilidade no atendimento á PCR, o carrinho deve conter, obrigatoriamente:

• Máscara facial adequadamente inflada e do tamanho do rosto do paciente para que a respiração seja eficiente;
• Ambú com intermediário para oxigênio conectado (a conexão para o tubo orotraqueal (TOT) deve ficar livre);
• Fluxômetro com umidificador de oxigênio;
• TOT (um de cada calibre) de preferência descartáveis, com cuff macio de grande volume e baixa pressão a fim de evitar posterior desconforto, edema, estenose e necrose traqueal. Cada TOT deve ter o seu adaptador com saída macho 15 mm adaptado. Os tamanhos recomendados para as mulheres são 7, 5-8 e para os homens, 8-8, 5;
• Xylocaína gel;
• Seringa de 10 ml para insuflar o cuff, de preferência descartável;
• Gase, cadarço, luvas estéreis, pinça Manguil (para facilitar a colocação do tubo endotraqueal), esparadrapo, cânulas de Guedel;
• Sondas de aspiração (calibre médio e grosso);
• Válvula de aspiração com frasco coletor e intermediário adaptados;
• Cabo de laringoscópio com duas pilhas novas (não guardá-las dentro do cabo);
• Lâminas para o laringoscópio, de diferentes tamanhos e formatos (curva e reta), com lâmpada em bom estado;
• Seringas, agulhas de aspiração, equipos de soro, abocath e scalp descartáveis, cortador descartável de soro, SF 0,9%, SG 5%;
• Desfibrilador com cabo terra devidamente instalado, acompanhado de gazes e pasta de eletrodos.

3. MEDICAMENTOS


ADRENALINA
ATROPINA
AMINOFILINA
ANCORON
BICARBONATO DE SÓDIO
CEDILANIDE
DILACORON
FENERGAN
SOLUCORTEF
GLICOSE 25 E 50%
GLUCONATO DE CÁLCIO
PROPANOLOL
ISORDIL
LASIX
NITROPRUSSIATO DE SÓDIO
NORADRENALINA
DOPAMINA
DOBUTAMINA
STREPTOQUINASE
SELOKEN
PROCAMIDE
PROTAMINA
XYLOCAÍNA

Aferição do Pulso

Aferição do Pulso

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São sinais de vida
Normalmente, a temperatura, pulso e respiração permanecem mais ou menos constantes. São chamados "Sinais Vitais", porque suas variações podem indicar enfermidade. Devido à importância dos mesmos a enfermagem deve ser bem exata na sua verificação e anotação.

Pulso

Conceito:
É o nome que se dá à dilatação pequena e sensível das artérias, produzida pela corrente circulatória.
Toda vez que o sangue é lançado do ventrículo esquerdo para a aorta, a pressão e o volume provocam oscilações ritmadas em toda a extensão da parede arterial, evidenciadas quando se comprime moderadamente a artéria contra uma estrutura dura.


Locais onde pode ser verificado

Normalmente, faz-se a verificação do pulso sobre a artéria radial. Quando o pulso radial se apresenta muito filiforme, artérias mais calibrosas como a carótida e femoral poderão facilitar o controle. Outras artérias, como a braquial, poplítea e a do dorso do pé (artéria pediosa) podem também ser utilizadas para a verificação.


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Freqüência Fisiológica:


Homem 60 a 70
Mulher 65 a 80
Crianças 120 a 125
Lactentes 125 a 130

Fatores que alteram a freqüência normal do pulso:


Fatores Fisiológicos:
Emoções - digestão - banho frio - exercícios físicos (aceleram)
Certas drogas como a digitalina (diminuem)

Fatores Patológicos:
Febre - doenças agudas (aceleram)
Choque - colapso (diminuem)

Regularidade:

Rítmico - bate com regularidade
Arrítmico - bate sem regularidade

O intervalo de tempo entre os batimentos em condições normais é igual e o ritmo nestas condições é denominado normal ou sinusal. O pulso irregular é chamado arrítmico.

Tipos de Pulso:

Bradisfigmico - lento
Taquisfígmico - acelerado
Dicrótico - dá a impressão de dois batimentos

Volume: cheio ou filiforme
Observação: o volume de cada batimento cardíaco é igual em condições normais. Quando se exerce uma pressão moderada sobre a artéria e há certa dificuldade de obliterar a artéria, o pulso é denominado de cheio. Porém se o volume é pequeno e a artéria fácil de ser obliterada tem-se o pulso fino ou filiforme.

Tensão ou compressibilidade das artérias
Macio - fraco
Duro - forte


Terminologia:

- Nomocardia: freqüência normal
- Bradicardia: freqüência abaixo do normal
- Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico
- Taquicardia: freqüência acima do normal
- Taquisfigmia: pulso fino e taquicárdico

Material para verificação do pulso:

- Relógio com ponteiro de segundos.

Procedimento:

- Lavar as mãos;
- Explicar o procedimento ao paciente
- Coloca-lo em posição confortável, de preferência deitado ou sentado com o braço apoiado e a palma da mão voltada pra baixo.
- Colocar as polpas dos três dedos médios sobre o local escolhido pra a verificação;
- Pressionar suavemente e exteriormente até localizar os batimentos;
- Procurar sentir bem o pulso, pressionar suavemente a artéria e iniciar a contagem dos batimentos;
- Contar as pulsações durante um minuto (avaliar freqüência, tensão, volume e ritmo);
- Lavar as mãos;
- Registrar, anotar as anormalidades e assinar.

Pulso apical:

Verifica-se o pulso apical no ápice do coração à altura do quinto espaço intercostal.

Observações importantes:

- Evitar verificar o pulso em membros afetados de paciente com lesões neurológicas ou vasculares;
- Não verificar o pulso em membro com fístula arteriovenosa;
- Nunca usar o dedo polegar na verificação, pois pode confundir a sua pulsação com a do paciente;
- Nunca verificar o pulso com as mãos frias;
- Em caso de dúvida, repetir a contagem;
- Não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isso pode impedir de sentir o batimento do pulso.

Bibliografia:
Manual de procedimentos básicos de Enfermagem / Coordenadora: Maria Isabel Sampaio Carmagnoni - Rio de Janeiro- 1996

CPAP Nasal no Recém Nascido

CPAP Nasal no Recem Nascido

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O CPAP nasal é uma pressão positiva continua indicado em:

 Insuficiência respiratória leve ou moderada com diminuição da capacidade de insuflação do                 alvéolo
 Diminuição da complacência pulmonar com queda de saturação

As indicações mais freqüentes são:


* Doença da membrana hialina
* Apnéia do prematuro
* Pneumonia congênita
* Aspiração de mecônio
* Taquipnéia transitória
* Maturidade pulmonar
* Desmame ventilatório

Efeitos do CPAP:


 Aumenta a oxigenação com menos barotrauma
 Previne atelectasia pulmonar
 Reduz esforço respiratório
 Melhora padrão respiratório
 Efeito protetor sobre o surfactante (?).

Complicações:


 Pneumotórax 1-2 %
 Diminuição do retorno venoso e debito cardíaco
 Lesão e necrose de narina
 Obstrução nasal – hipersecreção
 Sangramento nasal
 Distensão gástrica
 Aumento pressão intracraniana – risco hemorragias

Tamanho das prongas:


 Tamanhos inadequados prejudicam a ventilação.
 Com prongas pequenas a pressão não é transmitida adequadamente ocorrendo escape entre as narinas.
 Prongas grandes lesão as narinas causando necrose e hemorragias.

Tamanho Peso
0 Menor 700 gr
1 Entre 700 e 1200 gr
2 Entre 1250 e 2000 gr
3 Entre 2000 e 3000 gr
Parâmetros do CPAP:

FiO2 – usar a mesma de anteriormente (antes do CPAP) para manter uma saturação de 92% para prematuros e 95% para Rn a termo.
PEEP – manter pressão entre 4 a 6 cm de H2O.
Fluxo – inicial de 6 litros por minuto (limites de 5 a 10).

Cuidados de Enfermagem:


 Usar a pronga do tamanho correto.
 Lubrificar o pronga com soro fisiológico antes de introduzi-la na narina
 Se necessário dilatar a narina com cotonete embebido em solução fisiológica
 Monitorar para que o fluxo não seja maior que 10 litros
 Retirar excesso de água dos tubos
 Aspirar narinas delicadamente
 Instilar soro a cada 2 horas
 Lavar a pronga com água e sabão diariamente
 Manter a fixação da pronga adequada, evitando lesões na narina.
 Proteger o septo com curativo de hidrocoloide
 Manter a cabeceira elevada
 Monitorar parâmetros do saturometro

Sindrome de Cushing

Síndrome de Cushing


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Sinônimos:

Hipercortisolismo; Hiperadrenocorticismo; Excesso de Glicocorticóides.

O que é?

Conjunto de sinais e sintomas do excesso da cortisona (um dos hormônios produzidos pela glândula supra-renal). Esse excesso hormonal pode ser provocado por hormônios sintéticos (exógenos) ou por doenças envolvendo a glândula supra-renal e a hipófise.


Como se desenvolve?

O quadro pode ser ocasionado pelo uso continuado de cortisona ou seus derivados, conhecidos como antinflamatórios esteróides. Estas substâncias são empregadas para o tratamento de uma série de doenças, e provocam o síndrome de Cushing como efeito colateral. Dependendo da dosagem empregada e do esteróide sintético utilizado, os sinais e sintomas sempre irão ocorrer. Em algumas ocasiões estes efeitos colaterais ocorrem sem que o paciente perceba ou os relacione com as medicações que está usando. Esta situação ocorre, por exemplo, com a utilização de medicamentos para problemas de pele ou para problemas respiratórios.
Além do quadro associado ao uso de cortisona, o síndrome de Cushing pode ser provocado por doenças da glândula supra-renal e da hipófise. Estas doenças, em geral, são decorrentes de tumores benignos (adenomas) da supra-renal e da hipófise. Na supra-renal podem ocorrer também tumores malignos. Mais raramente o síndrome de Cushing é provocado pela produção de substâncias estimuladoras da supra-renal por tumores malignos ou abdominais.

O que se sente?

Os principais sintomas são o aumento de peso, com a gordura se depositando no tronco e no pescoço, preenchendo a região acima da clavícula e a parte detrás do pescoço, local onde se forma um importante acúmulo denominado de "giba". A gordura também se deposita no rosto, na região malar ("maçãs do rosto"), onde a pele fica também avermelhada, formando-se uma face que é conhecida como de "lua-cheia". Ocorre também afilamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura, e, conseqüente, fraqueza muscular que se manifesta principalmente quando o paciente caminha ou sobe escadas. A pele vai se tornando fina e frágil, fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e labilidade emocional também podem ocorrer. Nas mulheres são muito freqüentes as alterações menstruais e o surgimento de pêlos corporais na face, no tórax, abdômen e nos braços e pernas. Como grande parte dos pacientes desenvolve hipertensão arterial e diabetes, podem surgir sintomas associados ao aumento da glicose e da pressão arterial tais como dor de cabeça, sede exagerada, aumento do volume urinário, aumento do apetite e visão borrada. Quando ocorre aumento importante dos pêlos, pode ocorrer também o surgimento de espinhas (acne) na face e no tronco, e nas mulheres pode surgir mudança na voz, queda do cabelo semelhante a calvície masculina e diminuição das mamas. Esses sintomas se associam com tumores de supra-renal.
No abdômen e no tórax podem ser observadas estrias de cor avermelhada e violeta, algumas vezes com vários centímetros de largura. Algumas pessoas apresentam também pedras nos rins e conseqüentemente cólica renal. A osteoporose é freqüente, provocando dores na coluna e às vezes fraturas nos braços, pernas e na coluna.

Como o médico faz o diagnóstico?

A suspeita do médico deve ocorrer em todo o paciente que apresenta obesidade localizada associada a hipertensão arterial e diabetes, além dos pacientes com o quadro bastante característico, como o descrito acima. A partir da suspeita deve ser solicitada a dosagem de cortisol às 8 horas da manhã, após a administração de dexametasona 1mg às 23 horas da noite anterior (teste de triagem). Se esse exame se mostrar alterado, deve ser realizada uma investigação mais detalhada e serem realizados exames de imagem das supra-renais e da hipófise (tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética).
Além das dosagens hormonais, são necessários exames bioquímicos gerais, Rx de tórax, eletrocardiograma e densitometria óssea.

Como se trata?

Nos casos decorrentes do uso de cortisona, a mesma deve ser suspensa lentamente, inicialmente trocando o medicamento por uma forma mais semelhante a natural (prednisona ou hidrocortisona) e em doses semelhantes àquelas que existem no organismo normal. Depois de algum tempo (semanas), o medicamento deve ser diminuído gradativamente até ser suspenso. Se o paciente sentir a tentativa de retirada da medicação, a dose deve ser mantida o mais próxima da considerada normal e depois de algum tempo tentada nova retirada.
Os pacientes que têm a doença decorrente de tumores de supra-renal e de hipófise, devem ser submetidos a cirurgia de retirada destes tumores. Para esses procedimentos os pacientes devem ser adequadamente avaliados, e necessitam de cuidados médicos especializados.

Como se previne?

Evitando-se o uso de medicamentos contendo cortisonas ou seus derivados.
Os tumores de supra-renal e de hipófise não são preveníveis, podendo, por outro lado, ser diagnosticados precocemente o que resulta em melhores resultados.

Administração de Medicação Via Intramuscular


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Administração de Medicação Via Intramuscular (IM)

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A aplicação de medicação intramuscular consiste na introdução de liquido dentro da massa muscular.
Para minimizar os efeitos colaterais ocasionalmente encontrados o profissional devera avaliar rigorosamente a alguns aspectos antes de selecionar o local da aplicação.

Distância em relação a vasos e nervos importantes;
Musculatura desenvolvida para absorver o medicamento;
Espessura do tecido adiposo;
Idade do paciente;
Irritabilidade do paciente;
Atividade do paciente;
Evitar tecido cicatricial ou endurecido.

As injeções IM podem ser bastante dolorosas ou desconfortáveis porque penetram profundamente nas camadas musculares, que são bastante inervadas por fibras sensitivas. Por outro lado, a injeção IM está associada a um maior risco de lesão em nervos e vasos sanguíneos se um vaso sanguíneo for perfurado durante uma injeção (hematoma). Os medicamentos administrados por via IM não precisam de ser administrados tão frequentemente como as injeções IV ou subcutâneas, mas devem ser administradas por um profissional de saúde ou sob a sua supervisão, uma vez que é necessário evitar que estas injeções atinjam o osso ou os nervos.

É essencial, além do conhecimento do procedimento técnico, também compreender as ações da medicação para administrá-la de forma a incrementar seu efeito terapêutico e evitar ou minimizar seus efeitos colaterais.

A aplicação intramuscular deve ser indicada quando:
Necessitamos de medicações de ação rápida porem não imediata.
Para a administração de substâncias irritantes (aplicadas sempre profundamente no músculo);
Introdução de substâncias de difícil absorção, como metais pesados, medicamentos oleosos e demais substâncias consideradas consistentes;
Aplicação de maior volume de soluções (volume igual ou inferior a 4-5ml);

O volume Maximo a ser aplicado deve ser avaliado de acordo com a massa muscular do paciente.

Região deltóidea:2 ml
Região dorsoglutea: 4 ml
Região ventroglutea: 4 ml
Região anterolateral da coxa: 3 ml

A agulha deve ser sempre introduzida em posição perpendicular à pele, ou seja em um ângulo de 90°.
O bisel da agulha deve ser posicionado de forma lateral, minimizando as agressões as fibras musculares minimizando a dor durante o procedimento e as complicações.

As aplicações nunca devem ser realizadas com o paciente em pé, pois caso o paciente apresente complicações durante aplicação, pode cair.

Pode ser aplicado soluções aquosas, oleosas e suspensões.

Os locais de aplicação:

Região deltóidea (músculo deltóide)


A delimitação deverá ser feita marcando quatro dedos abaixo do final do ombro e no ponto médio no sentido da largura(ao nível da axila), 3 a 3,5 cm acima da margem inferior do deltóide. O paciente deve permanecer deitado ou sentado com o braço ao longo do corpo ou com o antebraço flexionado em posição anatômica, com exposição do braço e ombro. ;
Varias são as desvantagens deste local, a grande sensibilidade e a pequena quantidade de liquido injetado são umas delas.
Resultado de imagem para intramuscular
O uso desta região esta caindo em desuso devido ao grande numero de complicações apresentadas. Podemos dizer que é a ultima escolha em relação ao local para aplicação.
Ultimamente esta sendo indicada apenas para administração de vacinas.

Região dorso glútea (músculo glúteo Maximo)


Podemos considerar o segundo local de escolha para administração de medicação via intramuscular.
A área é estabelecida traçando-se um eixo imaginário horizontal com origem na saliência mais proeminente da região sacra, e outro eixo vertical, originando na tuberosidade isquiática, cuja linha de conexão fica paralela ao trajeto do nervo ciático. A injeção é aplicada no quadrante látero-superior externo.
O correto posicionamento deste local nos deixa seguros quanto a evitar lesões no nervo ciático.
Posicionar o paciente em decúbito ventral, com a cabeça voltada para o aplicador (para melhor observação de desconforto ou dor durante a aplicação),os braços ao longo do corpo e os pés virados para dentro. Os pés virados para dentro evita que a pessoa contraia a musculatura.
Crianças deverão estar deitadas firmemente no colo de uma pessoa adulta, em decúbito ventral.
É contra indicada em:
Crianças menores que dois anos;Resultado de imagem para intramuscular
Crianças maiores que dois anos com reduzido desenvolvimento muscular;
Pessoas com atrofia dos músculos da região;
Idosos com flacidez e atrofia senil;
Pessoas com insuficiência e complicações vasculares dos MMII.

Região ventroglútea (músculo glúteo médio e mínimo)


Também conhecida como rochstter, é a mais utilizada em países desenvolvidos.
É a região mais indicada por estar livre de estruturas anatômicas importantes como vasos sanguíneos ou nervos significativos. O posicionamento dos feixes musculares previne o deslizamento do medicamento em direção ao nervo ciático.
Esta região é assinada colocando a mão esquerda no quadril direito do paciente e vice-versa; aplica-se a injeção no centro do triângulo formado pelos dedos indicador e médio quando o primeiro é colocado na espinha ilíaca antero-superior e o segundo na crista ilíaca.
Resultado de imagem para intramuscular
Esta é uma região indicada para qualquer faixa etária, especialmente crianças, idosos, indivíduos magros ou emaciados. O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, lateral, ventral ou sentado.
A desvantagem deste local é a visualização do local de aplicação pelo paciente, e a apreensão deste e dos profissionais de saúde pelo pouco uso deste local, sendo que estes muitas vezes sentem-se inseguros quando a esta técnica;


Região face ântero-lateral da coxa (músculo vasto lateral)


Local seguro por ser livre de vasos sanguíneos ou nervos importantes nas proximidades. Os grandes vasos e nervos percorrem a região póstero-medial dos membros inferiores.
Apresenta grande massa muscular, sendo uma extensa área de aplicação,podendo receber injeções repetidas; Proporciona melhor controle de pessoas agitadas ou crianças chorosas e é de fácil acesso, tanto para o profissional, como para o próprio paciente que dela poderá utilizar-se sozinho.Resultado de imagem para intramuscular vasto lateral da coxa

O local é identificado dividindo-se a área entre o joelho e o grande trocanter em terços; a injeção é aplicada na face lateral do terço médio. Determina-se o local respeitando a distância de 12 cm abaixo do trocanter maior e 9 e 12 cm acima do joelho. A aplicação é feita entre a linha média lateral e a linha média anterior da coxa.

Complicações Durante e após Aplicação


A equipe de enfermagem deve assegurar que o procedimento seja realizado da forma mais segura possível para minimizar as complicações.
A maioria das complicações são encontradas nos músculos deltóide, glúteo máximo e vasto lateral.
A região vento glútea oferece menor risco de complicação devido ao fato de ser livre de vasos sanguíneos e nervos importantes e a menor estrutura dos tecido subcutâneo quando comparado aos outros músculos.

Lesão dos nervos radial, ulnar, escapular ou axilar;
Lesão tissular de ramos do feixe vasculonervoso ( artérias e veias circunflexas, ventral e dorsal...) Paralisia dos músculos do membro superior;
Lesão da artéria umeral;
Lesão do nervo circunflexo com provocação do chamado sinal de Anger (parestesia da parte posterior do deltoide);
Atrofia do deltoide;
Abcessos;
Infeções inespecíficas;
Gangrena por lesão de vasos sanguíneos;
Ulceração ou necrose tecidual por administração de medicamentos contra indicados para esta via;
Reações orgânicas por intolerância a solução injetada;
Tétano e/ou hepatite, em decorrência da contaminação do material durante o manuseio;
Inflamações provocadas por medicamentos irritantes aplicados em grande volume;
Nódulos e fibroses por aplicações repetidas no mesmo local.

Normalmente resultantes de:

Má delimitação do músculo
Uso de técnica não asséptica
Excesso de volume administrado
Administração de solução irritante

Técnica em Z ou Trilha em Z


Técnica ideal para evitar o refluxo do medicamento para a camada subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória, principalmente no caso de aplicações feitas com soluções oleosas (como Perlutan) e à base de ferro como Noripurum, este podendo deixar manchas escuras na pele.
Pode ser usada em qualquer um dos locais descritos previamente sendo, entretanto, mais utilizada na região glútea.

Segurar a pele esticada durante a aplicação com o dedo indicador para que após a retirada da agulha a inserção inicial mude de lugar evitando extravasamentos e melhor distribuição da medicação.

Material Necessário


Ampola ou frasco-ampola com medicamento;
Recipiente provido de tampa com bolas de algodão secas;
Almotolia com álcool a 70%;
Serrinha caso ampola não seja pre-serrada;
Seringa de 3 ml, 5 ml ou 10ml;
Agulha para aspiração de calibre 25x8, 25x9, 25x10, 30x9, 30x10, 40x12'ou 40x16;
Agulha para aplicação com calibre 25x7, 25x8, 30x7 ou 30x8;
Cuba-rim para lixo.

Técnica de Aplicação


Lavar as mãos
Com o material previamente preparado, colocar a bandeja sobre a mesa de
cabeceira;
Orientar o paciente sobre o que será feito, preparando-o psicologicamente
Escolher local de aplicação.
Posicionar o paciente e forma confortável e segura.
Fazer anti-sepsia
Segurando a bola de algodão entre os dedos da mão esquerda, retirar o protetor da agulha;
Com os dedos indicador e polegar da mão esquerda, esticar a pele afastando o tecido subcutâneo ou fazer uma prega mais profunda
Introduzir toda a agulha em angulo de 90 graus de uma só vez
Soltar o músculo e puxar o embolo;
Se houver retorno de sangue, retirar a seringa, comprimir o local e realizar nova punção;
Apos injetar lentamente a solução, retirar a agulha
Observar reações no paciente antes e depois da aplicação;
Levar todo o material a sala de serviço e desprezar agulha e seringa
sem desconcertar ou reencapar a agulha, em recipiente próprio para material perfuro cortante;
Limpar e desinfetar a bandeja, deixando, o ambiente em ordem;
Checar no prontuário o medicamento administrado e anotar possíveis reações observadas.

Nunca devemos massagear ou comprimir o local com força.

Administração de Medicamentos

Administração de Medicamentos

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Medicamento: Substância química capaz de promover no organismo ação preventiva, curativa, paliativa ou diagnóstica.

Medicamento Simples: É aquele que contém em sua fórmula um único sal.

Medicamento Composto: É aquele que contém em sua fórmula dois ou mais sais.

Princípio Ativo/Sal: Substância que irá exercer a ação terapêutica no organismo.

Dose: Quantidade do medicamento que deverá ser aplicada ou tomada, por vez.

Dosagem/Concentração: É a quantidade do princípio ativo no medicamento, ou seja, princípio ativo + excipiente/veículo.

Excipiente/Veículo: Substância que não possui ação terapêutica e que tem por função dar forma e volume ao medicamento.
Excipiente : Forma farmacêutica sólida
Veículo : Forma farmacêutica líquida

Forma Farmacêutica: São várias formas de industrialização do medicamento (comprido, pomada, xarope, etc)

Reações Adversas: Efeitos indesejados causados pelo medicamento em uso.

Efeitos Colaterais: Possíveis reações que poderão ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfico ou maléfico.

Uso Interno: Todo o medicamento que é engolido, ou seja, passa por todo o sistema digestivo.

Uso Externo: Todo o medicamento que não é engolido.

Ação Local: Região onde o medicamento fará efeito, sem cair na corrente sangüínea.

Ação Sistêmica: O medicamento precisa cair na corrente sangüínea para fazer efeito.

Apresentação: São as várias formas em que os medicamentos são embalados (envelope, ampola, blíster etc)

Medicamentos de Ação Rápida: São aqueles que após a sua administração apresentam efeitos rápidos.

Vias de Ação Rápida:
Sublingual – administração debaixo da língua.
Endovenosa – administração direto na veia.
Retal – administrados pelo reto (ânus).
Vaginal – administrado pelo canal vaginal.

Parenteral: É a administração do medicamento através dos injetáveis: Endovenosa, muscular, subcutânea e intradérmica.

  Gastrostomia Definição:   Gastrostomia e jejunostomia são procedimentos cirúrgicos para a fixação de uma sonda alimentar. Um orifíci...